O secretário Marcio Santos, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Igualdade Racial (SEDHIR), recebeu nesta semana a visita da Secretária Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Tassiana Cunha, e do Assessor Especial do Gabinete Ministerial, Paulo Victor, no CRAI, Centro de Referência e Atendimento ao Imigrante, localizado na Gamboa, região central do Rio de Janeiro.
Durante a visita, o secretário apresentou aos representantes do Ministério dos Direitos Humanos a estrutura completa do equipamento, explicando o funcionamento dos serviços oferecidos e o perfil das pessoas atendidas diariamente. A comitiva pôde conhecer de perto a rotina do CRAI e acompanhar relatos sobre o impacto do trabalho desenvolvido pela equipe no acolhimento de imigrantes e refugiados que chegam à cidade.
O encontro teve como principal objetivo estreitar o diálogo entre a Prefeitura do Rio e o Governo Federal e discutir possibilidades de parceria que ampliem o alcance das políticas públicas voltadas para essa população. Entre os temas abordados, estiveram a integração de serviços, a troca de boas práticas entre os entes federativo e municipal, e a busca por soluções conjuntas para os principais desafios enfrentados por quem chega ao país em situação de vulnerabilidade.
O que é o CRAI?
O CRAI, Centro de Referência e Atendimento ao Imigrante, é um equipamento da Prefeitura do Rio voltado ao acolhimento de imigrantes, refugiados, apátridas e solicitantes de refúgio que vivem na cidade. O espaço funciona como porta de entrada para uma série de serviços essenciais, oferecendo atendimento jurídico, social e psicológico de forma gratuita e humanizada.
Entre as principais atividades realizadas no CRAI estão a orientação sobre regularização migratória e documentação, o acompanhamento de processos de solicitação de refúgio, o suporte para acesso a direitos básicos como saúde e educação, além de encaminhamentos voltados à inserção no mercado de trabalho. A equipe multidisciplinar do centro também atua na escuta qualificada de pessoas que, muitas vezes, chegam à cidade após trajetórias marcadas por deslocamentos forçados, perdas e dificuldades de adaptação a uma nova realidade.
O equipamento se consolidou como referência na cidade por oferecer um atendimento que vai além da burocracia, priorizando o acolhimento humano e a construção de um caminho de autonomia para quem busca recomeçar a vida no Rio de Janeiro. Hoje o CRAI atende pessoas de diferentes nacionalidades, refletindo a diversidade dos fluxos migratórios que chegam à cidade nos últimos anos.
Parcerias em construção
Para o secretário Marcio Santos, encontros como esse são fundamentais para fortalecer a rede de proteção aos direitos humanos no município. A expectativa da SEDHIR é que o diálogo iniciado durante a visita resulte em novas parcerias institucionais, ampliando recursos e iniciativas voltadas ao acolhimento de imigrantes e refugiados na cidade.
A SEDHIR reforça seu compromisso em seguir construindo políticas públicas que garantam dignidade, direitos e oportunidades para todas as pessoas que escolhem o Rio de Janeiro como novo lar.












