Evento promovido pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Igualdade Racial reuniu empreendedores, artesãos e produtores da cultura afro-brasileira no Centro da cidade
A Praça Floriano, na Cinelândia, foi palco nesta terça-feira (13) da Feira de Artesanato e Gastronomia Preta, iniciativa da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Igualdade Racial (SEDHIR) que celebrou a riqueza criativa e econômica dos empreendedores negros cariocas. O evento reuniu artesãos, produtores gastronômicos e representantes de diversas expressões da cultura afro-brasileira em um dos espaços públicos mais simbólicos da cidade.
Ao longo do dia, o público circulou entre barracas com produtos artesanais, iguarias da culinária de matriz africana e apresentações culturais que tornaram visível a força de uma economia que cresce a partir da ancestralidade e da identidade. Mais do que uma feira, o evento funcionou como plataforma de negócios e visibilidade para empreendedores que encontram na própria história e na herança cultural ferramentas concretas de geração de renda e autonomia financeira. A data escolhida para a realização do evento não foi por acaso. O 13 de maio, aniversário da assinatura da Lei Áurea em 1888, é também um convite à reflexão sobre os caminhos ainda necessários para garantir igualdade de oportunidades, reconhecimento e reparação histórica à população negra. Ocupar a Cinelândia nesse dia com trabalho, talento e cultura foi, em si, um gesto político e afirmativo.

Segundo o secretário municipal de Direitos Humanos e Igualdade Racial, Marcio Santos, ações como essa são fundamentais para transformar o discurso da equidade em oportunidade concreta.
“A Feira de Artesanato e Gastronomia Preta demonstra que investir no empreendedorismo negro é investir em desenvolvimento, geração de renda e justiça social. Estamos ocupando espaços centrais da cidade com talento, cultura e oportunidades, fortalecendo a economia negra e reafirmando o protagonismo da nossa população na construção de um Rio de Janeiro mais inclusivo e igualitário.”
A iniciativa integra um conjunto mais amplo de ações da SEDHIR voltadas à promoção da equidade racial e ao apoio a iniciativas produtivas de grupos historicamente marginalizados. Para a secretaria, garantir presença e visibilidade nos espaços públicos da cidade é parte essencial de uma política que entende diversidade não apenas como valor simbólico, mas como motor de desenvolvimento social e econômico para o Rio de Janeiro.