Espaço foi concebido para funcionar como um equipamento público de referência de enfrentamento ao racismo.
Com plateia lotada e presença de diversas autoridades, o governo federal e a Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Especial de Direitos Humanos e Igualdade Racial (SEDHIR), inauguraram a primeira Casa da Igualdade Racial, na última sexta-feira, 20 de março. A SEDHIR é a responsável por coordenar e executar as atividades da instituição, que começa a atuar como porta de entrada institucional no município. A unidade foi concebida para funcionar como um equipamento público de referência de enfrentamento ao racismo, dedicado à redução das desigualdades raciais.
A Casa da Igualdade Racial fará o acolhimento de vítimas de racismo e dará encaminhamento a denúncias, além de fornecer assistência jurídica e apoio psicossocial, articulando proteção imediata e encaminhamentos para serviços de saúde, educação, assistência social, direitos humanos e cultura. O espaço também contará com atividades permanentes de valorização da história e da cultura afro-brasileira, promovendo oficinas, palestras, formações, rodas de conversa e ações educativas voltadas ao fortalecimento da identidade negra. Haverá também oficinas de empreendedorismo negro, capacitação profissional, acesso a novas tecnologias e apoio à inserção no mercado de trabalho.
“A inauguração da Casa da Igualdade Racial concretiza o sonho de termos uma política pública orgânica e com ações concretas de combate ao racismo estrutural. Tenho o maior orgulho desse projeto e sei o peso da responsabilidade que é transformar em realidade esse sonho desenhado pelo governo Lula em Brasília, mas materializado aqui no Rio pela SEDHIR. A partir de agora temos uma casa de acolhimento e de luta por igualdade, onde negros e negras podem vir para que suas questões sejam enxergadas e visibilizadas”, destaca o secretário de Direitos Humanos e Igualdade Racial, Edson Santos.
Segundo a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, os espaços são uma demanda da própria sociedade civil, que não contava com um espaço de acolhimento em caso de racismo, por exemplo. A ideia é que as demandas sejam ouvidas e as pessoas possam acessar benefícios e políticas públicas às quais têm direito. “Só de ter esse lugar, para ter uma orientação, com acolhimento, para mim, é algo para além de inédito, é algo que eu estou muito orgulhosa de conseguir entregar em 2026, mas a expectativa é que a gente possa expandir isso para todo o Brasil”, explicou.
O projeto é uma iniciativa inédita do Ministério da Igualdade Racial (MIR) e vai funcionar de segunda a sexta, das 9h às 17h, no Teatro Nelson Rodrigues, na Av. República do Paraguai, 230, Centro do Rio. A iniciativa dialoga com a campanha dos 21 Dias de Ativismo contra o Racismo, que completa 10 anos em 2026, e faz parte das diretrizes do Plano Juventude Negra Viva (PJNV), estratégia de promoção de direitos e prevenção às violências que atingem a juventude negra, articulando oportunidades, formação cidadã e acesso a políticas públicas. De acordo com o MIR, ainda este ano serão lançadas casas em outras cidades, como Fortaleza (CE), Pelotas (RS), Salvador (BA), Contagem e Itabira (MG).











