Expositores refugiados e imigrantes mostram culturas de seus países durante o Festival de Integração Cultural 

  • Início
  • Expositores refugiados e imigrantes mostram culturas de seus países durante o Festival de Integração Cultural 
Publicado em 11/03/2026 - 15:52  |  Atualizado

Terceira edição do evento leva gastronomia, artesanato, moda, dança e música para o Mercado dos Produtores, no Uptown, nos dias 24 e 25/01

Oferecer oportunidades a refugiados e imigrantes é o objetivo do Festival de Integração Cultural, que acontece pela terceira vez na Zona Oeste, nos dias 24 e 25 de janeiro, no Mercado de Produtores do Uptown (Av. Ayrton Senna, 5.500). A entrada é franca. O evento é uma iniciativa da Araújo Abreu e da Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com apoio da Secretaria Especial de Direitos Humanos e Igualdade Racial. 

Nesta edição, o Festival contará com 14 expositores nas áreas de gastronomia, moda e artesanato. Além disso, haverá contação de histórias para crianças, aulas de dança, oficinas de brinquedos sul-americanos e shows musicais. A intenção é apoiar a integração sociocultural e gerar renda para refugiados e imigrantes vindos de países como Angola, Venezuela, Congo, Colômbia e Argentina. Os expositores receberão estrutura e remuneração mínima garantida por sua participação.

“O Festival de Integração Cultural nasceu com a missão de valorizar a diversidade e dar visibilidade ao talento de refugiados e imigrantes que escolheram o Brasil como lar. Mais do que um espaço de exposição, o evento é uma oportunidade concreta de geração de renda e de fortalecimento da integração sociocultural. A cada edição, reafirmamos nosso compromisso em construir pontes entre culturas e aproximar o público da riqueza artística e gastronômica desses países”, afirma Fernanda Abreu, Diretora Geral da Araújo Abreu.

Para o secretário de Direitos Humanos e Igualdade Racial do Rio, Edson Santos, as ondas migratórias tendem a ser cada vez mais frequentes devido aos conflitos geopolíticos que estão ocorrendo no mundo. “O Festival é um espaço que chama atenção para a pauta dos imigrantes e dos refugiados, tendo o papel de promover acolhimento, integração cultural e geração de renda a essas pessoas que vêm pro Brasil em busca de uma nova perspectiva de vida. A gente tem que envolver cada vez mais setores da sociedade nesse tema. O Brasil precisa ser um contraponto à situação de quase guerra civil que os EUA impõem ao mundo”, ressaltou Edson. 

O Festival de Integração Cultural reunirá sabores, artes e moda de diferentes países, com destaque para a gastronomia argentina de Mansilla Matias, a Dulcipan com especialidades da Venezuela e Cuba, e o Chez Kimberly Food trazendo pratos típicos do Congo e de Angola; no artesanato, a Venezuela marcará presença com José Valero e sua Creaciones Escorpión, a Chag-Dalla de Zhue Llamkay Otaiza Albaracin com produtos orgânicos e sustentáveis, e a Creaciones Mili’s de Zobeida Ortiz com peças de macramê e bijuterias; já na moda, a Rama Collection da congolesa Ramatoulaye. Tutshumu apresentará roupas e acessórios vibrantes, enquanto a Juh Artesania do colombiano Miguel Camacho exibirá jóias artesanais em aço, couro e pedras naturais, dentre outros talentos que enriquecem o evento.

Vanessa Suárez está no Brasil há 11 anos e participa do Festival de Integração Cultural expondo Tequeños, um salgadinho venezuelano típico em festas e eventos locais, que é patrimônio cultural do país. Vanessa disse que o Festival proporciona mais alcance e visibilidade para seus produtos. 

“O evento é importante para que nossos produtos possam ser conhecidos por outras pessoas, ainda mais em janeiro, que costuma ser um mês de vendas mais fracas”, explica a venezuelana, que contou como tem sido sua experiência no Brasil. “No começo foi difícil pelo idioma, mas sempre tive ajuda e acolhida do povo carioca que hoje em dia considero minha família. Os cariocas me receberam de braços abertos e são ainda uma mãe que dá colo, sem se importar com cultura, política, gênero, religião, cor ou nação”, enfatiza Vanessa. 

A Secretaria Especial de Direitos Humanos e Igualdade Racial (SEDHIR) é o órgão da Prefeitura do Rio de Janeiro responsável pela formulação, implementação e gestão de políticas públicas voltadas à promoção dos direitos humanos, combate à discriminação e à promoção da igualdade racial no município. A SEDHIR atua junto às comunidades promovendo ações educativas, de conscientização, proteção e fortalecimento dos direitos civis e sociais, além de apoiar grupos historicamente vulnerabilizados, garantindo inclusão e respeito à diversidade.

  • ENDEREÇO DO ÓRGÃO:
    Rua Afonso Cavalcanti, 455, 7º andar, sala 742
    Cidade Nova, Rio de Janeiro/RJ CEP: 20211-110
    Tel. (21) 2976-1412/2514

    HORÁRIO DE ATENDIMENTO:
    9h às 17h

     

    sedhir@prefeitura.rio

  • DÚVIDAS, SERVIÇOS, INFORMAÇÕES OU DENÚNCIAS:
    ligue 1746 ou (21) 3460-1746, quando estiver em uma Cidade com o código de área diferente do 21.

    PORTAL:
    www.1746.rio